Abaixo seguem dois vídeos com comentários e criticas quanto à Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro. As entrevistas foram filmadas semana passada com o Engenheiro e Ex-Direto do Metrô Rio Fernando MacDowell. Apesar de longos vale a pena assistir os dois para ter mais informações sobre os equívocos que estão sendo cometidos na construção da Linha 4.
Compartilhem esses videos com seus amigos e conhecidos.
Assim como a maioria das tragédias não há uma causa única responsável pelo evento. Temos na grande maioria dos casos uma soma de falhar que leva ao evento em si. E assim certamente é também com o desabamento dos 3 prédios na Rua 13 de Maio ontem a noite. Por sorte, se é que pode-se falar em sorte num evento desses, o desabamento ocorreu após o horário comercial, poupando centenas de vidas.
Mas vamos lá. Não vou falar do que não sei, ou seja, se a retirada de uma viga ou outra coisa foi a gota d’água para a queda. Mas vamos falar do que sabemos:
1:Falta de fiscalização dos órgãos responsáveis. 2:Falta de fiscalização pela sociedade. Nenhum vizinho se importou em saber se a obra é legal e bem feita? Negligencia comunitária. 3:Falta de respeito as leis pelos proprietários. 4:Burocracia. É complicado à um proprietário acompanhar o que precisa e se sua obra esta toda legal. Falta informação clara e transparente.
Tudo isso faz parte na nossa cultura “bunda lêlê”, desculpem a expressão. Mas certamente irá acontecer após esse episódio a mesma coisa que aconteceu após a explosão do Filé Carioca na Praça Tiradentes. Durante 1 semana o assunto sera discutido profundamente e logo depois cairá em esquecimento a espera da próxima tragédia.
Trés prédios (um de 20 andares) acabaram de desabar no Centro do Rio de Janeiro. Ainda não se tem informações precisas sobre o que aconteceu, se e quantas vitimas existem. Os prédios ficam na rua 13 de Maio, nas imediações do Teatro Municipal.
Devido ao desabamento o Metrô não esta funcionando entre as estacoes Cinelândia e Presidente Vargas. Os prédios ficam rentes aos túneis do Metrô, veja foto abaixo da época da construção .
Quem puder EVITE IR OU PASSAR pelo Centro do Rio amanha. O Metrô pode não estar funcionando amanha neste trecho.
Essa semana fui provocado por um colega da blogosfera carioca com um tema bastante interessante. As calçadas da cidade e a responsabilidade pela manutenção das mesmas. O Blogueiro é o Pedro Paulo, que escreve o excelente As Ruas do Rio, vale dar uma espiadinha lá de semana em semana, e o tema foi abordado por ele no post Se essa calçada não fosse minha… (quem tiver tempo leia o post dele antes do meu que segue).
Basicamente o texto é uma crítica à lei que obriga proprietário de um imóvel ser responsável pela manutenção e limpeza da calçada em frente ao seu imóvel. Porem como a calçada é de uso público muitas vezes acaba se tendo o trabalho de limpar ou consertar algo que foi degradado pelo uso alheio. E por outro lado não se pode usar aquele espaço como se quer (mesmo sendo responsável pelo mesmo).
Minha abordagem é que a lei, salvo exceções, é correta. Vivemos em sociedade e isso pressupõem que cada um tenha o minimo de cuidado com as coisas alheias, públicas ou não. A responsabilidade social (tão alardeada no meio empresarial) também precisa ser exercida por cada cidadão, e isso vai além do simples pagamento de impostos.
Ser responsável por um pedacinho de calçada por um meio ou por outro obriga os moradores a se preocupar com alguma coisa que esta do lado de fora. E quando falamos em bairros maiores isso levará incondicionalmente a discussão comunitária de questões como qual tipo de calçada usar, ao mesmo tempo que induz a outras questões que muitas vezes não tem nada a ver com a calçada, fortalecendo a união comunitária.
Acho que o papel da prefeitura deveria ser o de estabelecer padrões em numero suficiente que pudesse atender ao gosto da grande maioria da população. E esta teria possibilidade de escolher o calçamento que melhor convir, desde que em comum acordo em uma região de tamanho minimo para evitar que cada 5 metros de calçamento tenha padrão diferente. Em diversos casos tenho certeza que empresas privadas acabariam contratadas para instalar e manter essas calçadas.
Ao meu ver o grande problema não é definir quem é o responsável e cobrar dele, e sim garantir que terceiros sejam responsabilizados em casos de danos. Ou seja, quando a CEDAE, Light ou quer que seja esburaque a “sua” calçada pelo motivo que for, ou quando um caminhão de 12 toneladas estaciona em cima da mesma provocando dano.
Outro ponto mencionado é a construção de calçadas pela própria prefeitura. Ai esbarramos numa questão que merece analise. Em alguns casos vejo certo investir dinheiro público no calçamento, digamos o calçadão de Copacabana ou futuras áreas residenciais para as quais existam incentivos para habitação de baixa renda. Já em outras, como citado Recreio dos Bandeirantes, onde muito provavelmente os moradores tem condição econômica melhor tal medida deveria ser cobrada dos próprios moradores.
Enfim, para não me estender de mais, acho que a intenção por trás da lei é boa e procedente. Talvez o que falta é uma redação melhor e especificações melhores por trás da mesma que tragam clareza e segurança a todos cariocas.
Vou ser rápido e sucinto. O Bonde de Santa Teresa não pode ser classificado como Transporte Público Regular. Pelo simples fato que ele não tem condições mínimas de acessibilidade, segurança e conforto.
O Bonde deveria ser tratado como monumento histórico e atração turística que tem um papel acessório na mobilidade do Bairro. E para tanto, a meu ver a sua tarifa deveria ser no mínimo igual a do ônibus. Acabando com o vantagem artificial que o mesmo tinha do preço reduzido.
Vejam as imagens abaixo e reflitam um pouco. O Bonde pode ser considerado Transporte Público Regular no século XXI? Para facilitar o pensamento abaixo também seguem duas imagens de Bondes modernos que circulam pela Europa.
Hoje assisti estarrecido o RJTV (no final da matéria)sobre a mudança no acesso aos terminais do Aeroporto Internacional Tom Jobim, vulgo Galeão. Sob o pretexto de organizar a confusão dos táxis e acabar coma mafia dos mesmos (me engana que eu gosto) a Infraero resolveu prejudicar quem não tem nada a ver com isso.
Simplesmente não será mais possível parar junto ao terminal de desembarque com veículos particulares. Apenas veículos cadastrados poderão parar ali. E apenas táxis credenciados das nada menos que 7 cooperativas poderão extorquir…. quero dizer, atender passageiros que desembarcam ali.
Se você combinar com o seu irmão para que ele te busque no aeroporto vai ter que subir um andar para o terminal de embarque, onde ainda são permitidos veículos não cadastrados. Claro que para tal você, de mala, vai ter que ter a sorte de achar um elevador que funcione no terminal (cada vez mais raro).
Ou seja, o prejudicado é VOCÊ. Quem é que é o beneficiado? O taxista das 7 máfias, opa….. digo cooperativas que detêm o monopólio sobre tal espaço público. Para piorar, se por acaso você cometer o engano de buscar alguém no terminal de desembarque (lógica não conta mais), você será agraciado por uma multa por um radar.
Que beleza. Mais benefícios para os taxistas. Mais dor de cabeça para o pacato Carioca ou Turista que simplesmente quer ir e vir. Essa é a lógica perversa dos nossos gestores.
As catracas que temos nos ônibus cariocas, e imagino que em grande parte do Brasil, deveriam ser terminantemente proibidas. Toda vez que preciso pegar um ônibus me sinto como gado sendo conduzido por um portal de metal ate o abatedouro.
Vamos falar sério. Passar com uma mochila nas costas, impossível. Com uma mala então, precisa nem tentar que não vai dar certo. Chega a um absurdo em que pessoas com sobrepeso são literalmente exprimidas para conseguir passar pela mesma. E fica pior. Imagine o desconforto de uma grávida com uma barriga de 7-8 meses?
Para completar hoje em dia as catracas vem equipadas com uma trava, que somente é liberada após passar o Rio Card ou após acionamento manual de um dispositivo pelo trocador ou motorista.
As catracas deveriam se eliminadas por completo ao meu ver. Ou pelo menos substituídas por modelos que tragam mais conforto e dignidade para o usuário. Por exemplo pelo tipo de 3 braços semelhante ao Metrô.
O que não dá é continuar a tratar os usuários de transporte publico, inclusive milhares de turistas todo ano, como gado sendo transportado para o abate.
Acabo de voltar de uma viagem de 20 dias pela Europa. Basicamente passando por algumas cidades alemãs (Dresden, Berlin, Munique e Dortmund), Salzubrg na Austria e Amsterdam na Holanda. Uma das coisas que vi em absolutamente todas essas cidades, inclusive na menos turística delas (Dortmund), são mapas das cidades espalhados pelos locais de maior movimentação.
Isso inclui os lugares mais óbvios como estacoes de Metrô e Ônibus, mas também em praças públicas. Alem do mapa vê-se também em cada ponto de transporte público um mapa das linhas de Metrô, VLT e Ônibus, dependendo do que a cidade possui.
E não para por ai. Diversos desses “equipamentos” que facilitam a vida de quem visita a cidade são bilíngues. Em alguns pontos com quantidade maior de turistas vê-se inclusive informações em mais línguas.
E no Rio de Janeiro? Temos mapas pela cidade? Esquemas que mostram as linhas de ônibus, metrô e trem? Sinalização bilíngue? A verdade é que o Rio de Janeiro não é nada fácil para turistas que vem à cidade. E isso torna o turismo mais complicado e caro. Muitos estrangeiros acabam preferindo pegar um táxi a andar de ônibus.
Esses aspectos contam contra a cidade quando alguém decide qual destino pretende visitar. E o Rio de Janeiro certamente perde milhares de turistas por causa de aspectos como esse. Significando por sua vez que menos dinheiro entra na cidade, menos empregos e renda são gerados.
A nossa cidade precisa se tornar mais fácil por quem nunca veio para cá.
O turismo deveria ser a principal fonte de renda da cidade, e não um negócio sazonal acessório à economia da cidade. Mapas espalhados pela cidade com informações turísticas e de utilidade pública não são um luxo extra que deve ser reservado a poucos locais da cidade. O Rio de Janeiro precisa se tornar uma cidade Turist Friendly.
Hoje saiu matéria de página inteira no O Globo sobre o protesto de motoristas de Vans que estão insatisfeitos com a licitação que a Prefeitura quer fazer, e entre outros querem poder trafegar e parar ao longo dos corredores BRS.
A Prefeitura, acertadamente, é contra isso e quer que as Vans apenas sejam alimentadores. Ou seja, que operem trajetos menores. Isso faz todo sentido num quadro maior, e de médio prazo, de racionalizar a mobilidade urbana.
Um dos grandes problemas da cidade é que temos centenas de linhas de ônibus que atravessam a cidade toda. Uma linha sai do Centro do Rio, atravessa a Zona Norte, entra na Zona Oeste para acabar no Itanhangá. Esse tipo de coisa deve acabar e ser substituído por linhas mais racionais. Linhas locais que alimentem os troncos principais. Sim, o Carioca tem que se acostumar a trocar de ônibus, mas à médio prazo as vantagens vão aparecer.
E na mesma lógica entram as Vans. Elas devem alimentar os troncos de transporte principais onde há necessidade. Vans que atravessam a cidade podem ser bastante convenientes a primeira vista, mas elas apenas prejudicam a racionalização do sistema como um todo.
PS: Diga-se de passagem que a maioria das Vans que trafega pelo Rio, inclusive as legalizadas, esta em péssimo estado de conservação. A maioria não tem forros nas portas, bancos sujos e rasgados, e os motoristas e trocadores não tem qualquer tipo de treinamento para exercer o seu trabalho.
PS2: Hoje uma Van bateu de frente com um poste no Leblon e deixou 11 feridos (O Globo), aparentemente por problema mecânico, quem ai acredita que a manutenção estava em dia?