Onde acaba a liberdade religiosa?

É sábado, 18:00 e começa a prece. Prece pra todos, mesmo aqueles não queiram. Em uma quadra esportiva de uma favela do centro do Rio de Janeiro um potente sistema de som anuncia a chegada de do senhor. Nas ruas de Santa Teresa é praticamente certo achar uma macumba, seja em uma esquina, seja na floresta do parque nacional da Tijuca.

E ai surge a pergunta. Onde acaba a liberdade de exercer a sua religião e começa o desrespeito aos próximos e às leis?

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4 comments to Onde acaba a liberdade religiosa?

  • Felipe Martins

    Um dia desses eu tirei uma foto, de um despacho, do lado de cá da poça (Niterói).

    Ia lhe enviar com a sugestão do título do post, ORIXAS NADA SUSTENTÁVEIS . Nada contra as “macumbas”, mas depois de passados uns três dias, o Pai de Santo poderia muito bem recolher a forofa…

  • Felipe

    Não ligo dos caras fazerem sua macumbinha, do jeito que fazem… desde que recolham tudo logo depois do banquete do santo.
    Mas não é o caso, né! O negócio fica semanas lá, até desaparecer naturalmente (cachorros, mendigos, chuva,…), pois ninguém toca na coisa… nem o gari!

    Outra coisa são os “templos”, com suas músicas e gritarias, geralmente até tarde da noite, e quase sempre em área residencial.
    Nada contra a gritaria por Jesus, desde que não incomode ninguém aqui na Terra.
    Quer gritar e cantar a vontade a noite?! Então reveste a parede do lugar com aquele material que reduz o som, tranca o lugar, e pronto. Todo mundo feliz!

  • Na minha opinião, a liberdade religiosa acaba na porta do templo. Diz art 5o da constituição:
    VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

    O problema é que falta lei que regulamenta.

  • O que mais incomoda em minha cidade não é necessariamente a macumba, por mais que esta seja pertinente e incomode também, mas não tanto. O problema é as igrejas de segmento protestante com seus escândalos que obrigam um bairro inteiro a ouvir seu culto.

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