Muitas vezes creio que o Carioca não compreende muito bem o significado da palavra “público”, do “espaço público” / “serviço público” / “utilidade pública”. Público não quer dizer que você, eu ou qualquer pessoa pode usufruir daquele espaço ou serviço o quanto quiser, quando quiser e sem ter que arcar com qualquer tipo de custo adicional. Muito pelo contrário. Vamos começar pelo simples, a definição do “público”pelo dicionário:
público
(latim publicus, -a, -um)1. Relativo ou pertencente ao povo, à população. = GERAL ≠ PRIVADO2. Que serve para uso de todos. = COLECTIVO.COLETIVO.COLETIVO, COMUM ≠ PARTICULAR, PESSOAL3. Relativo à governação ou administração de um país. ≠ PARTICULAR, PRIVADO4. Que é do conhecimento de todos. = MANIFESTO, NOTÓRIO, PATENTE ≠ SECRETO5. A população em geral. = POVO6. Conjunto de pessoas que assiste a algo, geralmente um espectáculo.espetáculo.espetáculo ou uma emissão. = ASSISTÊNCIA, AUDITÓRIO, PLATEIA.PLATÉIA.PLATEIA7. Conjunto de pessoas que se interessa por algo ou ao qual se dirige determinada mensagem ou produto. = PÚBLICO-ALVO8. Sector.Setor.Setor de uma actividade.atividade.atividade pertencente ao Estado.
Notem bem as primeiras definições, especialmente a explicação que se segue. Geral, e não privado. Coletivo, e não pessoal. Porem muitos assuntos relativos ao espaço público não são regulados ou não são fiscalizados, cabendo o uso do bom senso do cidadão.Algo que certamente esta em falta.
Não existe lei que determine o tempo máximo que você pode ficar num telefone público, mesmo que haja uma fila de pessoas precisando usar o mesmo. E no Rio de Janeiro também não existe o bom senso, a pessoa se acha no direito de ficar pendurada no telefone porque “esta pagando e é público”.
A mesma coisa vale para o Vaga Certa Rotativo. Rotativo quer dizer que você pode fixar NO MÁXIMO 2 ou 4 horas naquela vaga, e não que você pode comprar 4 tíquetes e ocupar o espaço público por quanto tempo quiser. Porque ai deixa de ser um espaço público, você esta privatizando o espaço. As vagas rotativas tem o intuído de fazer com que haja rotatividade, e com que haja possibilidade de estacionamento para resolver alguma coisa ou fazer uma compra, o intuito é ter rotatividade. Não no Rio. Aqui o sujeito se acha no direito de privatizar o uso e espaço pagando os tíquetes adicionais.
O público deve servir à sociedade, e não ser algo que poucos “privatizem” para si. É necessário voltar a pensar no NÓS antes do EU.
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O que sempre disse e tendo viajado a Europa e EUA, só confirmei: ” o problema do Brasil são os brasileiros “.
Povo sem educação, suja a propria cidade sem a menor cerimonia, ofende ao proximo nao respeitando o seu espaço, colocando som altissimo, parando o carro onde nao deve… se for desfiar esse rosario de desaforos cometidos especialmente pelos cariocas, antes que alguem possa falar, sou nascido e criado no RJ, mas como sempre me envergonho de dizer isso.
O que é público não é de ninguém, se todos mandam não tem chefe, já diz o ditado:
“Cachorro que tem dois donos morre de fome”
para mim público é o respeito pelos outros de saber que o seu direito termina quando começa o dos outros,
Público no Brasil é privada. Pois ninguém respeita ninguém.