Final de semana passado resolvi que iria finalmente testar o Bike Rio. Tentar estacionar em um dia de sol em Ipanema é um tarefa impossível, então deixei o carro na Lagoa para ir de lá de bicicleta até a praia.
O Bike Rio, sistema de aluguel público de bicicletas da cidade, já vinha chamando a minha atenção pela quantidade de bicicletas laranjas que vejo sempre que estou na Zona Sul. Aparentemente o projeto vai bem e finalmente tive a oportunidade de testa-lo. E ai começam os probleminhas. Podem me chamar de chato, mas vou fazer as criticas que acho que são necessárias.
A bicicleta que peguei na ida estava mais ou menos, mas nada que fosse grave, apesar do barulhinho de caixinha de ferramentas a mesma estava andando relativamente bem. Gostei das bicicletas serem mais leves que as de Bruxelas por exemplo, o que facilita o seu manuseio. O aplicativo para android, apesar de travar de vez em quando funcionou bem e comprei o passe, retirei minha bike em menos de 2 minutos, e rumo ao posto 10.
Primeira nota para os operadores: Assim que se devolve a bike seria interessante receber uma mensagem no celular, preferencialmente uma mini pesquisa com por exemplo 3 perguntas rápidas: 1) A bike estava em bom estado? 2)Você conseguiu pegar a bike na estação que queria? 3) Você conseguiu devolver a bike onde queria?
O problema verdadeiro foi a volta. Já havia notado que a distância entre as estações é relativamente grande, principalmente em áreas de alta demanda isso tem um impacto grande. Minha amiga já tinha comentado na praia que por vezes demora mais esperando um bike em Copacabana do que leva pedalando até Ipanema. Que em algumas estações se formam filas de pessoas esperando as bikes serem devolvidas.
Cheguei a estação General Osório e havia uma única bicicleta. Que tentei em vão retirar, por alguma falha a mesma não saia. Chequei o aplicativo, na Farme de Amoedo havia duas, fui apressadamente para lá apenas para me deparar com uma fila de 4 pessoas já retirando as atuais e esperando as próximas. Fui então ate a estação Maria Quitéria na Lagoa onde finalmente consegui uma bike. No total mais de 2 km andados.
Vão falar: Ah, mas num domingo de sol você espera o que? Bem, se não projetamos o sistema para atender a demanda de um domingo de sol de inverno, imagina no verão? A experiência do usuário nesse tipo de serviço é altamente influenciada por esses acontecimentos negativos. Se há sistematicamente stock-out (falta) de bicicletas nas estações é preciso fazer mais delas e maiores. Principalmente lugares de alta demanda como a orla da Zona Sul deveriam ter estações praticamente em todas as esquinas.
Assim como tive problemas de pegar uma bicicleta imagina ter que andar 2 km porque a estação pretendida para devolução estava cheia?
Acho o projeto muito bom, e a quantidade de bicicletas que vejo nas ruas mostra que esta dando certo. Porém precisamos ir além para que seja um modelo que se consolide como opção de mobilidade sustentável. A capilaridade do sistema tem que ser ainda maior para que esse tipo de contratempo seja mínimo.
PS: Vejo muitas pessoas reclamando que esta limitado à Zona Sul. Entendo a critica mas entendo a estratégia. É necessário que um sistema desses comece de maneira localizada e se expanda gradativamente a medida que for se estabelecendo. Como ficou claro para mi, ainda há um bom trabalho a ser feito na Zona Sul antes de uma expansão geográfica do projeto.
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Assino em baixo do q vc falou.
Sou frequentadora assídua do Bike Rio. No começo foi a fase do encantamento, ter bicicletas a disposição por um valor tão acessível parecia brincadeira. Confesso q no começo desconfiei se o sistema funcionaria ou não, mas até o início do ano td vinha funcionando mt bem.
Passada essa 1a fase, comecei tb a notar esses problemas, chegando ao ponto d cogitar a comprar uma bike pq nao to mais afim d esperar 30 minutos na estação p conseguir uma bicicleta q, agora, mtas vezes vem com problema. Se antes era raro dá problema, agora comemoro qnd pego alguma sem nenhum defeito.
Ainda acredito mtt no projeto e sei q tem intenção d expandir p rio grande do sul, mas essa ouvidoria q vc sugeriu seria ótima p evitar q esses msms problemas se multipliquem.
Quero continuar no Bike Rio, mas não basta mais “maquiar” a cara do aplicativo p Iphone como melhoria, quero mais!
Eu uso o Bike Rio desde janeiro e sou fã. Mas há certas coisas que você acaba se acostumando a fazer antes de pegar uma bike, porque nada é totalmente perfeito.
a. Checagem completa da bike antes de pegar. Eu checo todas as bikes na estação antes de tirar a melhor. Em geral não pego nada ruim. Se pego devolvo na hora e pego outra – você tem uma “franquia” de cinco minutos.
b. Planejar o trajeto. Com o tempo você percebe que há certas estações problema. General Osório é uma delas. Quase nunca tem bike. Metrô Botafogo e Botafogo Praia Shopping são outras duas complicadas. Sempre que dá eu as evito. A da Praia Vermelha é curiosa. Às vezes não tem uma só bike, as vezes todas as vagas estão ocupadas. Para isso o aplicativo é muito bom. Ele te diz em tempo real quantas bikes há em cada estação.
c. Quanto ao verão, sim, foi uma época complicada. Na praia então nem se fala. Mas acaba virando mais uma daquelas coisas de carioca, ficar batendo papo na estação com alguém que você acabou de conhecer e provavelmente nunca vai ver de novo esperando uma bicicleta. Coisas do Rio.
E quanto a expansão geográfica, até o fim do ano o projeto chega na região da Barra e Recreio.
mas será que vai pegar de verdade com esses problemas, e a distancia entre estações, deveria ser BEM menor. Imagina chegar na Praia Vermelha e estar tudo lotado, onde fica a próxima, longe dali, então perde-se o proposito de sistema de transporte…
Sou fã do projeto e usuário diário (quando o sistema permite)!
Volto do trabalho no Centro todos os dias para a casa, pegando na estação Praça XV e devolvendo na Voluntários da Pátria.
Um dos maiores absurdos é a estação da Praça XV estar praticamente isolada! A estação mais próxima é a do Largo do Machado!!
Dá 5 e meia da tarde as bikes desaparecem da estação, justo na hora de maior movimento!
Tinha que ter pelo menos umas 5 estações num raio de 300m da Pça XV, todas dando suporte umas as outras.
O Bike Rio tem que deixar de ser frouxo e ser um sistema arrojado como o Barclays (Londres), Vélib (Paris), Bici (Barcelona), Citibike (Nova York), entre outros de sucesso.
Demanda para isso não falta na cidade!
Dentro do Parque Madureira tem 3 ou 4 estações dessas laranjinhas, é o único lugar do outro lado do Muro de Berlim que tem elas.
E o que dizer de vc pagar para fazer propaganda do Itaú pela cidade?
Já pegou, mesmo com todos estes problemas. Agora em outubro vai fazer um ano, com 70 mil usuários cadastrados.
Quanto ao isolamento da estação Praça XV, há um projeto para uma estação também na Cinelândia. Mas, convenhamos: o Centro não é nem um pouco convidativo para o ciclismo.
Quanto a propagando do Itaú, em vários lugares é assim. Alguém precisa bancar. Em Londres é o Barclays, em NYC é o Citibank, por exemplo.
Pego tambem as bikes itau as vezes. Agora fiz o passe mensal. E acredito muito no projeto. Porém domingo é inviável. Falha no sistema pela quantidade de gente que procura as bikes. No dia de semana é tranquilo. Deveríamos ter no centro da cidade no minimo um na cinelandia e outro na carioca ao lado do metro. Pois aí sim seria interessante e muita gente iria deixar o carro em casa ou desafogaria o precário metro no RJ. Se futuramente for possível fazer ao lado do metro saens pena seria ótimo. Mais esse projeto é sempre bem vindo.
Ja ia esquecendo. O programa bike rio que baixamos no iphone muitas vezes voce coloca para procurar um lugar livre para colocar a bicicleta e diversas vezes ele diz que esta livre e chegando no local os locais estão ocupados. Hoje foi assim disse que no largo do machado tinha 4 lugares livres e chegando lá não tinha nenhum. Sorte que bem perto na praia do flamengo tinha varios lugares livres. Talvez as novas versões do app corrijam esse bug.
Concordo com o texto, mas acho que já é hora do projeto começar a se expandir para fora dos limites da Zona Sul. Como já foi dito acima, há um grande problema no Centro. A estação Praça XV é muito isolada e não há nenhuma outra nas proximidades, somente no Largo do Machado. Esse é um grande problema para quem, assim como eu, quer usar a bike para voltar do trabalho para casa. Muitas vezes, desisto da ideia e acabo apelando pro tradicional transporte de massa – ônibus/metrô – , porque não há bicicletas na estação, ou porque vou ter que andar demais até a Praça XV, que está fora da minha rota. Me agradou a sugestão lida nos comentários, de que seria interessante implantar uma estação no metrô da Carioca e na Cinelândia. Eu sei que o Centro do Rio ainda não está preparado para bicicletas, mas a criação dessas novas estações seria, com certeza, um grande incentivo!