Nesta Terça Feira a Prefeitura do Rio de Janeiro deve anunciar o programa chamado de “Morar Carioca”. Estou acinoso para ver o que vem por ai. Segundo as noticias prévias que saíram no O Globo o programa prevê não somente obras de Infraestrutura mas também a remoção completa de mais de 100 comunidades. E alem, deverá haver gabarito, controle e choque de ordem nas favelas. Coisa que hoje me dia não há de longe. Então peço licença aos meus leitores para escrever somente esse pequeno paragrafo, à espera do lançamento e mais informações sobre essa nova politica habitacional. Espero que não seja somente mais um populista Favela Bairro. Esta na hora de enfrentar o problema da Favelização da nossa cidade com seriedade, ao contrario do que vimos com Brizola e César Maia, que viram na favela unicamente como fonte de votos baratos e manipuláveis. É preciso que esse plano reconheça que a Favela nasce de maneira ilegal, que a sua estrutura não é sustentável, e que a longo prazo é necessário diminuir o numero de favelas na cidade. Aquelas que forem passiveis de serem transformadas em Bairros, que o sejam, Ônus e Bônus. Mas não a qualquer preço. Muitas favelas penduradas pelos morros Cariocas precisam ser removidas por completo, cabe estabelecer quais e como o fazer, vamos aguardar pelo plano e comentar.
Sempre que escrevo uma matéria sobre a favelização da nossa cidade defendo que o estado seja rígido no controle urbano e que ponha abaixo ocupações irregulares. Todos sabemos que é pela falta desse controle que as favelas do Rio de Janeiro prosperaram. Mas também sei que não podemos passar um trator em cima de todos barracos que já existem, esses tem que ser removidos a longo prazo.
Mas sempre que escrevo uma matéria dessas sou acusado de elitista, descriminador e dai pra pior. Pois então quero falar do controle urbano no asfalto. Mais precisamente no Recreio dos Bandeirantes onde semana passada a Prefeitura derrubou um prédio que estava sendo erguido sem qualquer tipo de licença. E no mesmo local, segundo esta matéria, um outro prédio igualmente ilegal foi ocupado pelos compradores que estão querendo impedir que a prefeitura derrube-o também. O prédio esta pronto pela metade ao que fala na matéria.
Então para satisfazer àqueles que me chamam de elitista. Tenho certeza que quem comprou essas unidades tem uma condição financeira tranquila, afinal de contas não devem custar pouco. E quem compra um bem de alto valor tem que ter a responsabilidade de verificar se aquele bem é legalizado. Como li nos comentários do O Globo, ninguém compra uma BMW novinha por 20 mil reais e acha que fez um bom negocio, por que o carro certamente é roubado. Quem compra algo ilegal esta assumindo o risco de perder tudo e ate mesmo de ser processado por isso.
Então, no caso do prédio no Recreio espero que o estado seja rígido e rápido. Que o prédio que agora foi ocupado para evitar a demolição seja esvaziado, se necessário com o emprego de força policial. E que logo depois seja posto abaixo. Quem gastou seu dinheiro nesse empreendimento tem que se virar com o vendedor para conseguir ressarcimento. Mas o estado não pode tolerar que cada um faça o que bem entender E que seja assim no asfalto e na favela. Ilegal é ilegal, e ponto final.
A licitação das linhas de ônibus do Rio de Janeiro esta marcada para a semana que vem. É um grande passo para re-arrumar a cidade inteira. O sistema de transporte não é apenas um meio de ir do ponto A para o ponto B. Ele também tem grande influencia sobre ordenamento urbano, politica habitacional, qualidade de vida, desenvolvimento econômico e muitas outras áreas. E junto com essa reforma das linhas de ônibus vira também o Bilhete Único Municipal, que em linha gerais dará direito ao uso de dois ônibus em um período de 2 horas. Ainda longe de passes mensais que temos na Europa e resto do mundo, mas certamente um avanço.
Pois bem, a cidade terá 5 áreas de atuação, sendo que o Centro não será licitado uma vez que será destino de diversas Linhas. Cada empresa que participar da licitação poderá apenas operar uma zona, o que quer dizer que teremos no final das contas 4 empresas de ônibus operando o sistema municipal. Um tremendo avanço visto que hoje em dia temos quase 50 empresas.
Mas não é que o negocio é tão atrativo que ate mesmo empresas estrangeiras estão interessadas. Uma Francesa que opera linhas de metrô e ônibus na Europa e uma Argentina. E enquanto empresas estrangeiras e nacionais (inclusive de outros estados) vêem no Rio de Janeiro um potencial de ganhos econômicos a Rio Ônibus quer barrar a licitação ou ao menos se indenizada pelos supostos investimentos que teria realizado. É uma verdadeira piada, depois de décadas explorando a população e prestando péssimos serviços querer qualquer tipo de indenização.
Espero que nenhuma empresa Carioca vença em nenhuma área licitada e que empresas sérias com compromisso de prestar um serviço de qualidade tragam algum tipo de melhora para nossa cidade. Tenho certeza que ate depois da reforma haverá muita coisa para melhorar, por exemplo o fato que a licitação não prevê que todos os ônibus tenham ar condicionado e que a maioria tenha piso rebaixado. Pois é impensável que a classe média carioca deixe o carro em casa para pegar um ônibus num calor de 40 graus, como não é raro na cidade.
Hoje escutei uma palestra através do GoogleTechTalks pelo Youtube que falou sobre a questão de transito em Bangalore, Índia. O problema é comum à nossa cidade. A partir de um certo horário o transito piora tanto que quase triplica o tempo de viagem entre dois pontos. Preocupado com isso, e com a satisfação e qualidade de vida de seus funcionários uma empresa de tecnologia no local resolveu estimular que seus empregados saiam mais cedo de casa para evitar a hora do Rush. Basicamente a empresa fica no subúrbio e a maioria das pessoas vinha da região central da cidade, e usava o Ônibus fretado pela empresa para ir ao trabalho. Para se ter uma ideia, quem pegava o ônibus as 6:15 da manha (o primeiro) levava mais ou menos 30 minutos. Aqueles que pegavam o ônibus duas horas depois levaram quase 90 minutos para o mesmo trajeto.
Mas descobriram que não adianta simplesmente mostrar esse fato para as pessoas porque o incentivo é pouco, é preciso criar incentivos para que costumes sejam mudados ao longo do tempo. E esse incentivo é dinheiro. Claro que aqui estamos falando em pequena escala, um experimento feito dentro de uma empresa, mas o conceito pode muito bem ser escalonado para funcionar em larga escala. Funcionava da seguinte maneira. Cada funcionário que chegar antes de determinado horário ganhava 1 ou 2 pontos de acordo com o horário de chegada. E a cada final de mês aqueles que tivessem acumulado mais de 20 pontos concorriam um premio equivalente a 1/3 do salario médio mensal. Quem tivesse mais de 10 pontos concorria a um premio de 10% e quem tivesse menos pontos concorria a mais alguns prêmios menores. Atingindo o bolso das pessoas, nesse caso com prêmios foi o incentivo que faltava para conseguir mudar o padrão de deslocamento dos empregados daquela empresa. Um custo que teve como beneficio empregados mais satisfeitos e menos estressados em gastar tempo desnecessário no Transito.
E o que poderíamos fazer em larga escala? Por exemplo pedágios inteligentes que cobrem preços maiores nos horários de pico e preços com desconto nos horários mais ociosos. Um exemplo pratico de como isso pode ser aplicado são pedágios e preços de passagens. Imagine que o preço do pedágio da linha amarela tenha desconto de 25% das 6 as 8 da manha (os horários teriam que ser estudados obviamente baseado no fluxo de veículos). Haveria o incentivo para que pessoas saiam mais cedo de casa e aliviem a via nos horários de maior movimento. Mas mais impactante que descontos são taxas extras. Uma taxa extra quer dizer que você vai ter que pagar mais do que o preço normal por estar usando a via no horário mais demandado. Por exemplo o mesmo pedágio custar 50 centavos a mais que o preço normal entre 9:30 e 10:30 da manha.
Porem tenho que admitir que essa logica ai de cima tem uma grave falha. Em um jogo onde os ganhos são pequenos (1 real) o jogador tende a assumir um risco muito maior (dormir mais 10 minutinhos e pegar engarrafamento). Esse ponto pode ser combatido com um tipo de loteria ou prêmios. Por exemplo, quem passa das 6-8 da manha recebe um cupom, e por dia são sorteados alguns prêmios de 1.000 reais e uma vez por mês um premio de 10.000 reais. A logica é que muita gente não se importa de pagar 1 real a mais, mas muito mais gente se daria um pequeno trabalho para concorrer a um belo premio em dinheiro. E manter os prêmios relativamente pequenos e constantes fara com que com o passar do tempo todo mundo conheça alguém que já ganhou, dando credibilidade à medida.
Esse tipo de medida é capaz de rearrumar o transito da cidade. Tirar do horário de pico 5% que seja de carros da rua é capaz de ajudar em muito o transito na cidade. Claro que nesta matéria estou simplificando o conceito todo, mas serve para que as pessoas comecem a ter uma outra visão sobre o assunto. Particularmente defendo esse tipo de medida, mas sei que ainda estamos longe de politicas desse tipo, principalmente por que faltam muitos dados para que esse tipo de decisão seja tomada de maneira inteligente. Para quem quiser ver o vídeo que assisti, em inglês, segue abaixo. Vale a pena. Pra finalizar, uma frase que na apesentar é atribuída à uma publicação alemã.
Você não esta preso no engarrafamento, você é o engarrafamento.
O que um tem a ver com o outro? O Trem Bala (TAV) entre Rio de Janeiro e São Paulo terá obrigatoriamente, segundo o texto da licitação, ter que passar pelo Aeroporto Internacional Tom Jobim depois de sair do centro do Rio (Leopoldina). E o Trem bala tem uma característica bastante parecida com o Metrô, os dois andam sobre trilhos. Constatação obvia mas que não exatamente uma coisa que podemos esperar que políticos cariocas enxerguem.
E se o Trem Bala vai ter que sair do centro do Rio de Janeiro e passar pelo Galeão antes de seguir a 300kmh para São Paulo, porque não aproveitar a oportunidade e construir ao lado dos trilhos do trem, os trilhos para o Metrô. No mundo todo os aeroportos são servidos com metrô e ferrovia, temos a chance de remediar a falta desses dois serviços em uma obra só.
Poderíamos por exemplo ter um Metrô ou VLT (menor e mais Barato) que sairia da Central do Brasil, com paradas na Leopoldina e Maracaná, seguindo a partir dai lado a lado com o TAV ate a a Cidade Universitária, onde seguiria por dentro da UFRJ enquanto o TAV segue seu caminho subterrâneo ou por elevado em direção ao aeroporto. Depois de duas paradas, na Reitoria e no Hospital Universitário, o VLT seguiria direto para o Aeroporto. Uma linha curta e enxuta, com 5 ou 6 paradas que atenderia não somente o Aeroporto Internacional da cidade, mas também o maior centro universitário da cidade que notoriamente sofre de deficiências graves de transporte.
Defendo o VLT no lugar do Metrô de grande porte pois, alem de ser muito mais barato de construir ele se integra melhor ao espaço urbano. Alem disso, sendo uma linha pequena de apenas 6 estações um VLT de bom porte consegue dar conta da demanda sem maiores problemas. A linha como estou propondo não tem muita serventia para o fluxo de trabalhadores, ela atende especificamente a demanda do aeroporto e da Universidade. O que não quer dizer que a linha tem menor importância para os moradores da cidade. Os mesmos trilhos poderiam por exemplo ser usados por uma Linha que ligasse a Central aos bairros residenciais da Ilha do Governador. Me inspiraria no modelo de Porto, onde o Metrô é de fato uma mistura entre Metrô e VLT de Rua. As plataformas de embarque precisam ficar apenas poucos centímetros acima do nível da rua, e os trilhos podem ser postos inclusive nas vias de rodagem de automóveis, dando assim flexibilidade ao trajeto planejado sem investimentos e obras complicadas.
Combinar as obras de uma futura linha urbana com as obras do TAV com certeza não é uma mudança trivial. Em vez de 2 vias precisaríamos de 4, aumentando em muito o escopo do trajeto. Os custos com certeza se elevariam em um belo montante. Mas montar a linha do TAV, e futuramente (seja em 5 ou em 50 anos) montar uma linha urbana ligando o Centro ao Aeroporto certamente terá um custo ainda mais alto. O custo de adicionar ao projeto a linha urbana pode muito bem ser absolvido pela concessionaria do Metrô em conjunto com o Governo Estadual e Municipal. A cidade e os Cariocas tem muito a ganhar com uma linha de Metrô ligando o principal aeroporto da cidade ao centro. Mas infelizmente sei muito bem que os ganhos para a sociedade não são o fator que movimentam as somas do dinheiro dos nosso impostos. A linha do TAV provavelmente sairá do papel solitária e ficaremos mais algumas décadas ate que nosso aeroporto seja acessível de maneira descente. Perde a Cidade, Perde o Estado, Perde o Carioca.
Abaixo a minha projeção de como seria uma linha de VLT Centro – Galeão. Na foto da matéria o Metrô/VLT de O Porto.
Semana passada o caderno Zona Sul do O Globo publicou matéria mostrando que a Light esta sistematicamente instalando relógios de luz nas favelas pacificadas. A primeira comunidade beneficiada foi a do Santa Marta, mas não sem problemas. A empresa alem de instalar os medidores também leva as favelas o programa de consumo eficiente que promove a troca gratuita de geladeiras antigas por modelos mais eficientes e a troca de lampadas incandescentes pelas fluorecentes, que economizam energia. E, alem dessa benesse toda a Light ainda determinou que a cobrança máxima por domicilio tenha um teto limite, que aumentara em 20 KWH por mês ate alcançar o consumo real, assim dando tempo para que a população se acostume com o ônus de seu consumo elétrico.
Mas, mesmo com essas benesses todas há diversas reclamações dos moradores que estão indignados em ter que pagar uma conta de luz de 60 reais. É uma mudança drástica entre ter um gato com energia “ilimitada” e ter que pagar por aquilo que efetivamente usado por cada um. Os moradores que ate então viviam a margem da lei não tem legitimidade nenhuma de reclamar, pois viviam as custas ate então do resto da sociedade. Afinal de contas, é evidente que a Light passa à aqueles que pagam suas contas o custo da energia roubada por aqueles que não pagam suas contas.
Este e mais um desafio de integrar as áreas carentes à cidade formal. Não é possível manter as pessoas na clandestinidade jogando os custos para quem paga suas contas em dia. Ao mesmo tempo o Brasil é muito caro, fruto principalmente por causa da nossa alta carga tributária. O único remédio possível é uma adequação tributária que precisa vir em caráter nacional. Mas o fato é que o ônus do consumo precisa ser passado aos consumidores, com ou sem redução de impostos.
Para a cidade isso quer dizer que as favelas vão deixar de ser tão baratas como são hoje para viver, e isso é uma cosia boa. Por que acaba com o “subsidio” irracional que atrai moradores para a ilegalidade das favelas. A retirada desse subsidio vai fazer com que moradias em outro lugares possam ser comparativamente mais atrativas com o passar do tempo. Atrelando isso a um bom e novo sistema de transporte urbano e a subsídios para a construção de moradias populares legais, podemos ter uma consistente e efetiva politica para a longo prazo ter uma dês favelização carioca.
Romário, grande craque dentro das 4 linhas, e grande fracassado em administrar sua vida pessoal. Esse o resumo do ex jogador e ídolo nacional. Romário foi o grande maestro do Tetracampeonato e será sempre lembrado pela torcida Brasileira e Rubro Negra como o grande craque de sua época. Mas fora de campo a história é outra. O baixinho queimou sua fortuna com péssimas decisões e algumas pensões para ex mulheres e amantes.
E o que faz um famoso no Brasil quando sua poupança acaba? Usa a fama para conseguir mais dinheiro. Mas a vida de empresário não é pra todo mundo, e saber driblar um zagueiro e deixar goleiro no chão não são exatamente as qualidades necessárias para fazer um negocio ficar de pé. Mas existe uma possibilidade de ganhar dinheiro fácil que não esta condicionada a tomar boa decisões. Na verdade não esta condicionado a quase nada, que é ser Deputado. Pois é justamente esse o caminho que o Baixinho vai perseguir. Romário se candidatou pelo PSB a uma cadeira na Câmera de Deputados Federal.
Romário já demonstrou claramente que não tem competência para gerir sequer as suas próprias finanças, estando a beira da falência. Você acha que o baixinho malandro terá competência para gerir esse pais? É claro que o ex jogador será apenas um testa de ferro para chamar votos para esse partido de aluguel. Uma vez que os votos para deputado são na verdade para o partido Romário será capaz (na concepção do PSB) de eleger em sua sombra mais alguns deputados. Em troca dos votos para o partido Romário ganhará aquilo que mais precisa, uma renda fixa bem servida, e uma aposentadoria garantida com o mesmo valor. Quer coisa melhor? Vender a imagem por 3 meses para garantir um salario e aposentadoria de 20 mil reais por mês, pago pelo imposto do contribuinte.
Espero que o povo se conscientize que Romário era um belo jogador de Futebol. E que para ser politico ele não tem a menor competência técnica. Será uma vitória para toda a sociedade Brasileira se Romário não for eleito a cargo algum. Politica é coisa séria, mesmo que o candidato e o partido de aluguel queiram apenas satisfazer interesses próprios. E algumas pessoas dizem que votam nesse tipo de candidato como forma de protesto contra a politica suja do nosso pais, mas essas são as pessoas que estão alimentando o sistema sujo, pois os votos dados a Romário acabarão por eleger uma corja de deputados do PSB.
Hoje o O Globo publica matéria sobre a questão de transporte publico no meu bairro, Santa Teresa. Segundo a matéria, apos uma reunião com a AMAST, a prefeitura resolveu tomar algumas ações para “melhorar” as condições de transporte publico no bairro. Mas, primeiro deixa eu falar de uma proposta da AMAST. Foram apresentadas alternativas para melhorar o trajeto das linhas de ônibus do Bairro. Na verdade as mudanças são no trajeto das linhas no centro da cidade, que como todo mundo sabe sofre com congestionamentos e retenções o tempo todo. As mudanças são das mais mirabolantes possíveis e passam ate pela “brilhante” ideia de criar uma pequena mão inglesa na Senador Dantas ou então fazer um ônibus sair 1 km de seu trajeto só pra “ir e voltar” ate uma praça. O que mais me chama atenção nas propostas porem é o fato que elas são soluções “tapa buraco”, gambiarras. Por que afirmo isso? Por que o problema não é o fato de ter carro demais na Rua do Lavradio ou Gomes Freire. O Problema real é a desordem nessas duas ruas, tolerada pelo poder publico e ate mesmo gerada por este, que atravanca o transito no local provocando os congestionamentos. Deveria a AMAST é reclamar dos Taxis que ficam em frente ao Tribunal de Justiça, ou aos carros de Policiais e funcionários da 5a DP que ficam estacionados em local proibido, ou ainda um pouco alem as Kombis que marcam ponto no inicio da subida de Santa Teresa. Se o transito fosse organizado, o trajeto dos ônibus não precisa de qualquer mudança. E a segunda proposta do ir e voltar se resolve com o bilhete único. Soluções “tapa-buraco” já temos muitas do poder publico, não adianta entrar-mos nessa onda também.
Mas voltando a questão do que a Prefeitura vai fazer pelo Bairro. Foi anunciado que será implantado o limite de velocidade de 30km/h nas ruas do bairro, o que a meu ver pode não ser adequado em algumas áreas de algumas ruas que cortam o bairro de cima a baixo, principalmente nos locais onde há menos trafego de pedestres. A medida vis principalmente coibir a imprudência dos motoristas de ônibus, que fazem do bairro uma verdadeira pista de corrida. E para controlar a medida a prefeitura pretende botar em ação um radar móvel de velocidade no Bairro. Uma solução que não vai solucionar absolutamente nada. O problema do bairro não são automóveis em alta velocidade rasgando as ruas de cima abaixo (apesar de vez e outra um babaca abusar da velocidade no bairro). Mas sim os ônibus. E estes vão rapidamente se adaptar ao radar, sabendo onde e quando o mesmo estará. Os ônibus são operados por uma empresa, que pode a um custo relativamente baixo ser obrigada a instalar equipamentos de GPS em todos os veículos da empresa. Este GPS pode mandar informações em tempo real para uma central remota que acusa não somente a velocidade do coletivo, mas também os intervalos entre cada ônibus e a regularidade de saída dos pontos finais. Isso sem a necessidade de um fiscal, sem a necessidade de um radar móvel, e com uma cobertura de 100% do trajeto. Uma solução moderna, definitiva e transparente que pode transformar um sistema de ônibus que é criticado com base em opiniões em um sistema que gera informações e dados de maneira consistente a fim de aprimoramentos futuros.
Em pleno seculo 21, na era da computação nas nuvens, com o tamanho enorme de processamento e analise de dados que temos hoje em dia, ainda vemos soluções pré históricas como fiscais com papel e caneta na mão. Um GPS custa 500 reais e um plano de dados com certeza não sairá por mais de 20 reais mensais por equipamento para a empresa. Um custo muito baixo para um sistema que pode ajudar em muito o bairro. Que aliais deveria ser implantado em todos os ônibus da cidade. Mas, a miopia do poder publico e a falta de criatividade dos moradores dá nisso ai. Soluções pré históricas para problemas do seculo 21.
Hoje li mais uma matéria no O Globo sobre o novo Plano Diretor para a cidade do Rio de Janeiro. A primeira coisa que me chama atenção é o fato que o Plano tem cerca de 1000 emendas submetidas por vereadores, e algumas com autoria desconhecida. O plano diretor é o conjunto de regras e normas que norteia a ocupação e desenvolvimento de uma cidade. Podemos comparar a um plano de negócios de uma empresa. Você já imaginou um plano estratégico com 1000 remendos?
Primeiro, porque de tantas mudanças? Simples, porque o plano foi feito pela prefeitura, sem falar com a sociedade, e sem falar com o legislativo. Ou seja, a Prefeitura apresenta o seu projeto, e os vereadores fazem todas as mudanças que julgam necessárias, no final do processo ninguém mais sabe o que esta escrito no plano, e este estará completamente desfigurado. Sem querer defender a prefeitura ou demonizar os vereadores, mas sera que não precisa haver uma discussão aberta e transparente sobre a base do plano e quais emendas devem ou não devem sequer ser consideradas? Emendas como a que permite construções de 25 andares em áreas que hoje são favelas sem qualquer planejamento são o exemplo do delírio de algum vereador que com certeza não sabe do que esta falando. Esta, diga-se de passagem é descartada pelo relator. Mas o relator dá parecer favorável a outras emendas que também são uma afronta a organização da cidade. Por exemplo, templos religiosos poderão se instalar onde bem entenderem, inclusive em áreas estritamente residenciais. Com todo respeito, Igreja, Templo e Sinagogas são “empreendimentos” que tem grande impacto urbano e são muitas vezes geradoras de desordem urbana, então não há qualquer sentido em aplicar nomas especiais para as mesmas.
Mas o relator apenas dá seu parecer e todas as decisões ainda precisam passar pelo plenário. E ai que mora o perigo mais uma vez. Nossos vereadores são movidos na maioria das vezes por interesses particulares, majoritariamente eleitorais. Tomando como exemplo a questão dos templos religiosos aposto que serão poucos os vereadores que vão analisar a questão pelo ponto de vista técnico, pois a maioria dos políticos brasileiros não gosta de se indispor com as Igrejas. A Cidade Maravilhosa corre portanto o risco de ter seu novo plano diretor ditado e esquartejado por interesses pontuais e completamente alheios a questões técnicas.
O Plano Diretor da cidade do Rio de Janeiro deveria ser desenvolvido de maneira aberta e transparente e a longo prazo. A meu ver deveria ser constituído um grupo de estudo especifico, formado principalmente por técnicos e engenheiros. Formado por professores e pesquisadores das maiores faculdades da cidade. UFRJ, UERJ, Uni-Rio, PUC, Estácio, alem de prever assentos para associações de moradores e também o executivo e legislativo do município. As decisões desse grupo de estudo seriam então levadas a plenário para ratificação.
Mas infelizmente, como é praxe, vamos ter uma nova legislação que deveria ser técnica, feita por políticos. É como levar o seu carro enguiçado para um açougueiro consertar. Ou ir a um mecânico para cuidar de uma gripe. Evidente é no final das contas que as pessoas erradas estão ditando as regras e normas da nossa cidade.
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