​Município também precisa cobrar os inativos

Semana passada o governo do estado aprovou o aumento da contribuição previdenciária de servidores e de inativos que ganham acima do teto do INSS. O Prefeito do Rio, Marcelo Crivella já havia falado no passado que o assunto também seria estudado pela gestão municipal, uma vez que o fundo previdenciário Carioca opera com déficit anual que já ultrapassa 2 bilhões de reais por ano.
Tenho sido bastante crítico ao governo Crivella. Mas neste caso concordo e apoio a ideia de taxar os inativos que ganham acima do teto do INSS. Vamos deixar uma coisa clara. A ideia seria cobrar 11% daqueles que ganham aposentadorias municipais acima de 5,5mil reais por mês (que equivale ao teto do INSS). E a cobrança somente incidiria sobre o valor que ultrapassar esse valor.

Ou seja. Somente o aposentado que GANHA MAIS do que qualquer brasileiro que se aposenta pelo INSS teria o valor que ultrapassa esse patamar taxado em 11%. Não é nenhum absurdo. Não é nenhum “direito a menos”. Não se pode falar em direito a menos se a parte “prejudicada” é uma pequena parcela da sociedade que está mais para o topo da pirâmide social do que para a sua base, e está nesta parte de cima custeada pelo contribuinte. O município precisa se recursos para investir em Saúde, Educação, Transporte Público, e não pode recorrer cada vez mais ao tesouro municipal para financiar o seu sistema previdenciário.

As estimativas é que esta contribuição de inativos possa arrecadar aproximadamente 500 milhões de reais por ano. Isso não chega a um quarto do rombo da previdência municipal, mas é um valor significativo do qual não se pode abrir mão nesta hora.

Inclusive já estamos muito além da hora de implementar está medida. O prefeito anterior, Eduardo Paes, foi omisso nesta questão por não querer se indispor com os servidores. A sua inação certamente prejudicou a saúde financeira do Município, que corre o risco de enfrentar problemas similares ao estado.

CaosCarioca está voltando

O CaosCarioca ficou fora do ar desde o fim do ano passado por causa de um ataque. Como o blog é mantido por uma única pessoa, eu, e não tem renda própria para custear um profissional de informática para manter o site, demorei meio ano para colocar o site de pé novamente.

Das mais de 700 matérias escritas de 2009 até 2016 tentarei restaurar paulatinamente aquelas que julgo ser as mais interessantes. As mais interessantes tentarei reeditar com uma visão mais atual. Não irei restaurar todas e provavelmente não irei restaurar os comentários das matérias passadas. Também irei manter os comentários desativados até que estude qual a maneira mais segura de ativar a função. Por enquanto peço que comentem pelo Facebook.

Espero que o blog volte a ter mais movimento. Mas irei mudar um pouco a minha linha editorial. Eu tentava me conter a assuntos do Rio de Janeiro, escrevendo apenas esporadicamente sobre outros assuntos. A partir de agora tomarei a liberdade de escrever sobre aquilo que me der na telha. O Rio de Janeiro e seus problemas continuam a ser o ponto central do CaosCarioca. Mas meus leitores irão ver mais matérias sobre assuntos nacionais, econômicos, sociais e internacionais até.

Começa hoje a versão 2.0 do CaosCarioca. Contribuições como sempre são muito bem vindas.