No rastro de Bolsonaro houve a eleição de um vasto leque de apoiadores que até então eram completamente desconhecidos na política nacional e local. Indivíduos que se aproveitaram de uma eleição extremamente polarizada para lançar mão de estratégias eleitorais polêmicas e desprovidas de conteúdo para angariar votos. Como por exemplo a dupla Rodrigo Amorim e Daniel Silveira que se elegeram, na prática, por rasgarem a placa de uma vereadora assassinada pela Milícia Carioca. Essa foi a plataforma eleitoral dos mesmos, e assim foram eleitos com recorde de votos, o que também diz muita coisa sobre o tipo de político que o Brasileiro quer nas suas casas legislativas.
E funcionou. O até então nanico PSL elegeu uma grande bancada no congresso e nas casas legislativas. O resultado de colocar dentro de casas legislativas pessoas das quais nãos e tem a menor ideia do que realmente defendem e da competência que tem para o trabalho de legislador estamos vendo essa semana aos montes.
Segunda feira passada houve um debate na UERJ sobre a política de cotas raciais. Entre os presentes os deputados estaduais Rodrigo Amorim e Alexandre Knoploch, ambos do PSL. Objetivo claro deles não era debater coisa nenhuma, o que fica claro desde o começo quando tentaram obrigar os presentes a cantar o hino nacional. Simplesmente como maneira de tentar se impor e provocar a confusão. Após conseguirem cumprir seu objetivo de tumultuar o evento ainda finalizaram com chave de ouro: O Deputado Alexandre Knoploch desferiu um soco em um dos presentes que o criticava verbalmente.
O mesmo Alexandre Knoploch essa semana também deixou claro a sua completa incompetência legislativa. Após apresentar um projeto para regulamentar o uso de patinetes elétricos na cidade, projeto que incluí a obrigatoriedade de fazer uma prova do Detran ou ter carteira de motorista e contratar um seguro contra acidentes, o mesmo foi aprovado em plenário. Mas hoje, com o projeto já aprovado e na mesa do governador par assinatura o mesmo deputado disse que pedirá ao governador para Vetar o projeto. Não é brincadeira não, é incompetência e amadorismo na sua forma mais pura.
Indo para a câmara federal o outro rasgador de placa de vereadora assassinada pela milícia resolveu essa semana apresentar um requerimento para que Glenn Greenwald, jornalista que publicou as mensagens comprometedoras entre Moro e Dallagnol, seja convocado para prestar esclarecimentos ao congresso. Após apresentar o requerimento e perceber que todos concordavam, inclusive a oposição ao governo, ele percebeu que o seu objetivo real, de criar confusão, não seria atingido. Resultado. Criou uma confusão e protelamento para que o próprio requerimento não fosse votado. Novamente: incompetência e amadorismo.
O eleitor desses seres deveria avaliar se é realmente isso que estava buscando ao dar o seu voto. Cada um pode ter a orientação política que bem entender. Direita, Esquerda, Conservador, Liberal, etc. Mas cada um deveria também avaliar se o eleito está cumprindo as promessas e atingindo as expectativas do eleitor. O que se vê da bancada “Liberal” dos deputados eleitos a reboque de Bolsonaro é que não são nem liberais (querendo regular até o uso de patinete elétrico) e nem competentes para legislar de forma responsável.
Se a expectativa do eleitor foi eleger essas pessoas para receberem dinheiro do imposto do contribuinte mamando na teta de um belo salário de deputado (+ verba de gabinete) para fazer post “lacrador” e provocar confusão, ai acertou em cheio.
